Ala 06 - O Rei
O galego morava na região dos asteróides 325, 326, 327, 328, 329 e 330. E então, resolveu resolveu bater de porta em porta pra aprender mais sobre eles.
No primeiro asteróide vivia um Rei, com a capa toda enfeitada de muitas fitas, como aquelas que vemos nas folias de Reis lá pras bandas de Alagoas. Sim, saiba você que alguns dos mais tradicionais reisados do Brasil estão em Alagoas, na capital Maceió e nas cidades de Pilar e Marimbondo.
E este rei, como todos os reis, vivia da ilusão do poder. E de tudo fazia pra se sentir sempre mais poderoso. Ele acreditava que todos eram seus súditos e não tinha dúvidas de que todos o obedeciam.
Mas o segredo pra ser respeitado e obedecido, disse o Rei, é que nunca exigisse dos outros algo que eles não pudessem dar, e que a autoridade descansa nos braços da razão.
E o pequeno príncipe partiu sem saber se o Rei era um homem muito sábio ou alguém que inventa mentiras pra si próprio pra se sentir mais poderoso. Os adultos são mesmo muito estranhos.
Para ver algumas imagens lindas da Folia de Reis em Alagoas, confere aqui: https://ims.com.br/por-dentro-acervos/tradicao-e-religiosidade/
O Pequeno Príncipe no Sertão
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Uma das frases mais reproduzidas da literatura pertence ao livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Em 2022, a Tom Maior vai trazer essa e outras reflexões da obra infantil para a Avenida, mas de um jeitinho bem brasileiro, contextualizando a história no Nordeste. “O Pequeno Príncipe no Sertão” é o nome do enredo que será desenvolvido pelo carnavalesco Flávio Campello.
Há quem diga que o autor se inspirou na capital do Rio Grande do Norte, Natal, para escrever este clássico da literatura. Por isso, nada mais justo do que recontar O Pequeno Príncipe no sertão nordestino: “Por que não transmitir as mensagens do livro, adaptando-o para o sertão, unindo a sabedoria de O Pequeno Príncipe ao berço da sabedoria popular que é o nosso Nordeste?”, diz o carnavalesco.
O livro de Antoine de Saint-Exupéry traz muitas lições atemporais. Para carnavalizar e abrasileirar essa história, Flávio Campello vai contar com a ajuda de personagens conhecidos do sertão: “Por que nosso aviador não pode ser um sertanejo caminhoneiro? Por que a revoada de pássaros que leva O Pequeno Príncipe a viajar não poderia ser de asas brancas? Por que o Rei não poderia ser o Rei do Maracatu? Sempre preocupados em manter a mensagem original, da obra original, com essa pequena adaptação ao nosso Nordeste tão festeiro, tão alegre, colorido! Iremos transformar o nosso Nordeste numa linda história lúdica! O público poderá esperar a emoção!”
Campello tinha com ele a vontade de trazer a história de O Pequeno Príncipe para o Carnaval. A ideia começou a ganhar força com a ajuda de Judson Salles, diretor de Carnaval da Tom Maior, que há muito também cogitava o tema. Da pesquisa, dois outros parceiros surgiram para agregar no projeto da agremiação: Josué Limeira, que adaptou a obra de Antoine de Saint-Exupéry para a literatura de cordel, e Vladimir Barros, ilustrador da versão. Empolgação é o que não falta para o carnavalesco: “Eu confesso que estou apaixonado por esse projeto! Estou muito motivado, e o melhor de tudo: será totalmente desenvolvido com tempo, amor e dedicação que essa quarentena nos proporcionará”, finaliza.
Com o enredo “É Coisa de Preto”, desenvolvido pelo carnavalesco André Marins, a Tom Maior ficou com a oitava colocação entre as 14 escolas de samba que disputaram o grupo Especial, somando 269,3 pontos no Carnaval SP 2020
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